O que pessoas acima de 55 anos buscam num imóvel, e por que o mercado finalmente está prestando atenção

Por que esse público importa, e por que o mercado ainda subestima

O que pessoas acima de 55 anos buscam num imóvel, e por que o mercado finalmente está prestando atenção

Por Paulo Maier

A Forbes publicou recentemente um levantamento feito pela plataforma norte-americana New Home Source sobre as principais características que compradores de imóveis acima de 55 anos estão priorizando. A lista inclui saunas, salas de meditação, academias residenciais, design biofílico, espaços de convívio ao ar livre e coworks integrados ao empreendimento.

Li com atenção. E não me surpreendi com nada.

Não porque eu já soubesse o que a Forbes ia publicar — mas porque, quando comecei a estruturar o Terrá Jurerê, essas eram exatamente as perguntas que eu estava fazendo. O que realmente muda a qualidade de vida de quem mora? O que faz uma pessoa acordar em paz num lugar? O que torna um imóvel um destino, não apenas um endereço?

Essas perguntas me levaram ao conceito de Wellness Living. E o levantamento da Forbes, publicado anos depois, chegou às mesmas respostas.

Por que esse público importa — e por que o mercado ainda subestima

Pessoas acima de 55 anos representam um dos perfis de comprador mais consistentes do mercado imobiliário brasileiro. Têm capital acumulado, clareza sobre o que querem, paciência para analisar e pouca tolerância para soluções genéricas.

Esse público não compra impulsionado por marketing. Compra convicto. E quando compra, tende a comprar bem — porque já viveu o suficiente para saber a diferença entre um imóvel que entrega o que promete e um que só parece bom no folder.

O levantamento da Forbes confirma algo que qualquer profissional atento do mercado já percebia: esse público está migrando de imóveis que são apenas bem localizados para imóveis que oferecem uma experiência de vida completa. A localização continua importante — mas ela virou pré-requisito, não diferencial.

O diferencial agora é o que acontece dentro do empreendimento.

O que o levantamento identificou, e o que isso significa na prática

Segundo o estudo da New Home Source publicado pela Forbes, as seis características mais buscadas por compradores acima de 55 anos são:

1. Espaços de wellness: saunas, salas de meditação e academias residenciais aparecem no topo da lista. Não como luxo — como necessidade. Esse público entendeu que saúde preventiva é mais barata e mais eficaz do que saúde corretiva. E quer um imóvel que suporte esse estilo de vida.

2. Convívio ao ar livre: jardins, lareiras externas, espaços cobertos e áreas de permanência ao ar livre. Não é sobre estética — é sobre ritmo de vida. Quem tem mais de 55 anos valoriza o tempo ao sol, a conversa sem pressa, o encontro sem agenda.

3. Água e recuperação: piscinas térmicas, hidromassagens, chuveiros a vapor. A recuperação do corpo ganhou o mesmo status que o exercício. Não é opcional — é parte da rotina de quem cuida de si.

4. Design biofílico: vegetação integrada à arquitetura, iluminação natural, materiais orgânicos. A ciência já demonstrou: contato com a natureza reduz cortisol, melhora o sono e aumenta a sensação de bem-estar. O mercado imobiliário está apenas começando a levar isso a sério.

5. Espaço social intencional: salões que funcionam para o dia a dia, não só para festas. Ambientes que convidam à conversa, ao café da manhã compartilhado, ao encontro informal entre vizinhos. A solidão é um problema de saúde reconhecido pela OMS — e a arquitetura pode ajudar a combatê-la.

6. Workspace integrado: coworks dentro do condomínio. Esse público tem empresa, consultoria, projetos. Quer trabalhar com qualidade sem abrir mão do ambiente. A pandemia acelerou essa demanda, mas ela veio para ficar.

O que isso tem a ver com o Terrá Jurerê

Quando apresento o Terrá Jurerê para potenciais investidores, costumo começar pelos números — porque os números são objetivos e o argumento financeiro é forte. Custo estimado de entrada em torno de R$ 15.000/m2 num endereço onde o mercado negocia entre R$ 23.000 e R$ 30.000/m2. Modelo SPE a preço de custo, sem margem de incorporador embutida.

Mas o que o levantamento da Forbes me ajuda a articular é algo diferente: o Terrá não é apenas um bom negócio financeiro. É um produto certo para um momento certo, para um público que sabe exatamente o que quer.

Cada característica que o estudo identificou como prioritária para compradores acima de 55 anos está no projeto:

  1. Núcleo de Saunas completo — seca, úmida e banho sensorial
  2. Sala de Terapias — massagens, escalda-pés, práticas de relaxamento
  3. Área de Movimento com jardim meditativo e espaço de grounding
  4. Piscina Térmica com água aquecida, cascatas e duchas de teto
  5. Área Externa com Jardim Wellness, hidromassagens e fogo de chão
  6. Salão Social com três ambientes integráveis e conexão com a área externa
  7. Workspace integrado ao empreendimento
  8. Design biofílico em toda a fruição pública e nas áreas comuns

Não foi uma lista de amenities montada para parecer completa. Foi uma concepção — cada espaço pensado a partir de uma pergunta: como isso contribui para o bem-estar de quem mora aqui?

Por que Jurerê, e por que agora

Jurerê não é apenas um bairro bem localizado em Florianópolis. É um dos endereços com maior resiliência de mercado no sul do Brasil. O metro quadrado valoriza de forma consistente, a demanda supera a oferta e a liquidez é alta.

Quando se combina um endereço desse calibre com um conceito de Wellness Living struturado desde a concepção — e com o modelo a preço de custo que elimina a margem do incorporador — o resultado é uma posição patrimonial que dificilmente se repete.

O Terrá Jurerê já está com mais de 50% das unidades comprometidas antes do início das obras, previsto para fevereiro de 2027. Esse número não é argumento de urgência fabricada — é validação de mercado. Pessoas que analisaram o projeto com cuidado, entenderam o modelo e decidiram entrar.

O estoque restante existe. Por quanto tempo, não sei precisar.

O que eu gostaria que o mercado entendesse

Wellness Living não é uma tendência de nicho. É uma resposta a uma necessidade real de uma geração que chegou à maturidade com saúde, capital e clareza sobre o que quer da vida.

O levantamento da Forbes não inventou esse comportamento — apenas o mapeou com rigor. E o mapeamento confirma o que quem trabalha próximo desse público já percebia: eles não querem um imóvel bonito. Querem um imóvel que funcione para a vida que estão construindo.

O Terrá Jurerê foi concebido para ser exatamente isso.


Paulo Maier é idealizador do Terrá Jurerê · Wellness Living e fundador do Grupo Maier e da Planner Empreendimentos. Estruturou mais de R$ 700M em empreendimentos SPE em Florianópolis.